Breve iniciação ao futebol que agora se iniciou
Guitarrista Famoso
E pronto, eis que finalmente posso escrever com alguma dignidade: o Benfica "lá ganhou" - expressão muito veiculada recentemente em sportinguês vulgar.
1. Benfica.
O princípio foi muito mau. As exibições contra Académica e Sporting foram lamentáveis. O jogo com o Gil Vicente teve duas doses distintas de futebol - a primeira e a segunda do Benfica - e duas doses semelhantes de azar - o Jorge Baptista na baliza gilista e o Koeman no banco de suplentes do Benfica. Reajustada a táctica às características dos jogadores do Benfica, juntamente com dois jogos frente a dois adversários fraquinhos, ajudou a equipa encarnada a sair de um fosso que começava a tomar proporções assustadoras. Acresce que Amelinha, aka Nuno "Gomes", parece querer corresponder ao estatuto de "esperança para o futuro do ataque do Benfica". O hat-trick contra a União de Leiria e as exbições no mesmo jogo e contra o Lille revelaram finalmente um ponta-de-lança apto, embora de características híbridas, numa curiosa mistura com um playmaker pragmático. Miccoli, desenganem-se os crentes, não é - e parem com essas comparações... - o Romário de Salerno. Ou Salento ou lá o qué isso (o único Salento que conheço é o nº 10 do Sporting). Contudo, parece-me um bom reforço para o ataque, com bons recursos técnicos, garra, irreverência e facilidade de remate. Além disto, ainda mostrou entender-se bem com os restantes membros do ataque encarnado, permitindo, não uma nova, mas antes UMA dinâmica ao futebol encarnado. E isto, meus caros, é motivo de regozijo. Desde o J.V. Pinto, nos seus tempos áureos, que tal não acontecia. Agora, a grande contratação é, sem dúvida, Nélson. Um lateral direito moderno, que faz a ala toda, com grande à-vontade, técnica apurada, velocidade, bons cruzamentos, disciplina táctica e uma boa dose de fantasia. Conte-se com ele também para os remates de meia-distância. Quem o viu a época passada no Boavista não deve ficar muito surpreendido. Aos 21 anos, corre o sério risco de deixar os dirigentes do Valência com um travo amargo na boca - tvessem eles esperado uns meses e levariam um defesa direito melhor do que aquele que levaram. E com maior margem de progressão.
2. FC Porto.
Parece-me a melhor equipa da Liga. Tem arestas por limar. Mas também tem um plantel equilibrado, com jogadores que fazem diferença, e um treinador que impõe respeito. Por falar em Adrianse, subscrevo tudo o que disse na conferência de imprensa de sexta-feira. E é bom que se dê atenção às citicas que o holandês fez. São alertas que já Lazlo Boloni havia tentado fazer soar. Mas Boloni não tinha carisma. Talvez Adrianse consiga fazer-se ouvir. O resultado com o Sp. Braga terá sido uma de duas coisas: ou um acidente de percurso - e o FC Porto criou boas oportunidades para marcar - ou um "mal necessário", partindo do princípio que os dragões arriscaram menos do que poderiam ter arriscado, salvaguardando, deste modo, um mal maior. O empate não magoa ninguém e toda a gente compreende. Além disso, ter dois pontos perdidos à 4ª jornada é positivo, sendo que se trata de um empate, fora, contra um - digamo-lo abertamente - candidato a candidato ao título de campeão. Ibson é, na minha perspectiva, o melhor elemento do conjunto. Isto, embora reconheça os talentos de Diego e de Lucho Gonzalez. Mas Ibson faz muita diferença. É meia equipa portista.
3. Sporting.
É um caso estranho, uma equipa atípica. Mantém a irregularidade exibicional do ano passado. Mas parece um pouco mais consistente e pragmático na busca dos resultados positivos. O jogo contra o Nacional não terá sido mais um exemplo de "tiro no pé", à imagem de Penafiéis e afins do ano passado. Terá sido antes a demonstração de que, na Choupana, não passa qualquer equipa - o Nacional tem vindo a fazer, de há três anos para cá, do seu terreno uma verdadeira armadilha. Não é de descurar a participação da claque feminina mais sonoramente abrasiva da Europa... Em relação ao embate entre Sporting e Benfica, os da casa, não tendo feito um bom jogo, foram superiores e podiam ter marcado mais. Não houve "banho de bola", não senhor. Para isso era preciso que os lagartos tivessem jogado alguma coisa de jeito. Mas houve, desde início, aquela impressão de seria impossível o Sporting não ganhar aquele jogo. O golo de Simão foi apenas um acidente vinícola que não chegou para amedrontar nem a maricagem da Juve Léo. Quanto a plantel, Deivid já provou que é o companheiro ideal para o tridente letal que um dia, se Deus quiser, virá a compôr com Silva e Pinilla. A saída de Rochemback foi um rombo na estratégia (???) de Peseiro. Claro que, quem tem Rogério, Moutinho, Liedson e Ricardo fora do onze pode sempre aspirar a fazer "coisas bonitas", como diz o Peseiro em sportinguês escorreito.
4. Outras cenas.
Pá, e já nem sei se me apetece escrever mais alguma coisa. Se calhar, não. De qualquer modo, já estava na hora dos representantes da turminha darem um ar de sua graça. Eu já estou farto de escrever. Fópnix, não escrevo nem mais uma palavra. Olhem, nem vou rever o texto. Quem quiser que emende pelos comentários.
E pronto, eis que finalmente posso escrever com alguma dignidade: o Benfica "lá ganhou" - expressão muito veiculada recentemente em sportinguês vulgar.
1. Benfica.
O princípio foi muito mau. As exibições contra Académica e Sporting foram lamentáveis. O jogo com o Gil Vicente teve duas doses distintas de futebol - a primeira e a segunda do Benfica - e duas doses semelhantes de azar - o Jorge Baptista na baliza gilista e o Koeman no banco de suplentes do Benfica. Reajustada a táctica às características dos jogadores do Benfica, juntamente com dois jogos frente a dois adversários fraquinhos, ajudou a equipa encarnada a sair de um fosso que começava a tomar proporções assustadoras. Acresce que Amelinha, aka Nuno "Gomes", parece querer corresponder ao estatuto de "esperança para o futuro do ataque do Benfica". O hat-trick contra a União de Leiria e as exbições no mesmo jogo e contra o Lille revelaram finalmente um ponta-de-lança apto, embora de características híbridas, numa curiosa mistura com um playmaker pragmático. Miccoli, desenganem-se os crentes, não é - e parem com essas comparações... - o Romário de Salerno. Ou Salento ou lá o qué isso (o único Salento que conheço é o nº 10 do Sporting). Contudo, parece-me um bom reforço para o ataque, com bons recursos técnicos, garra, irreverência e facilidade de remate. Além disto, ainda mostrou entender-se bem com os restantes membros do ataque encarnado, permitindo, não uma nova, mas antes UMA dinâmica ao futebol encarnado. E isto, meus caros, é motivo de regozijo. Desde o J.V. Pinto, nos seus tempos áureos, que tal não acontecia. Agora, a grande contratação é, sem dúvida, Nélson. Um lateral direito moderno, que faz a ala toda, com grande à-vontade, técnica apurada, velocidade, bons cruzamentos, disciplina táctica e uma boa dose de fantasia. Conte-se com ele também para os remates de meia-distância. Quem o viu a época passada no Boavista não deve ficar muito surpreendido. Aos 21 anos, corre o sério risco de deixar os dirigentes do Valência com um travo amargo na boca - tvessem eles esperado uns meses e levariam um defesa direito melhor do que aquele que levaram. E com maior margem de progressão.
2. FC Porto.
Parece-me a melhor equipa da Liga. Tem arestas por limar. Mas também tem um plantel equilibrado, com jogadores que fazem diferença, e um treinador que impõe respeito. Por falar em Adrianse, subscrevo tudo o que disse na conferência de imprensa de sexta-feira. E é bom que se dê atenção às citicas que o holandês fez. São alertas que já Lazlo Boloni havia tentado fazer soar. Mas Boloni não tinha carisma. Talvez Adrianse consiga fazer-se ouvir. O resultado com o Sp. Braga terá sido uma de duas coisas: ou um acidente de percurso - e o FC Porto criou boas oportunidades para marcar - ou um "mal necessário", partindo do princípio que os dragões arriscaram menos do que poderiam ter arriscado, salvaguardando, deste modo, um mal maior. O empate não magoa ninguém e toda a gente compreende. Além disso, ter dois pontos perdidos à 4ª jornada é positivo, sendo que se trata de um empate, fora, contra um - digamo-lo abertamente - candidato a candidato ao título de campeão. Ibson é, na minha perspectiva, o melhor elemento do conjunto. Isto, embora reconheça os talentos de Diego e de Lucho Gonzalez. Mas Ibson faz muita diferença. É meia equipa portista.
3. Sporting.
É um caso estranho, uma equipa atípica. Mantém a irregularidade exibicional do ano passado. Mas parece um pouco mais consistente e pragmático na busca dos resultados positivos. O jogo contra o Nacional não terá sido mais um exemplo de "tiro no pé", à imagem de Penafiéis e afins do ano passado. Terá sido antes a demonstração de que, na Choupana, não passa qualquer equipa - o Nacional tem vindo a fazer, de há três anos para cá, do seu terreno uma verdadeira armadilha. Não é de descurar a participação da claque feminina mais sonoramente abrasiva da Europa... Em relação ao embate entre Sporting e Benfica, os da casa, não tendo feito um bom jogo, foram superiores e podiam ter marcado mais. Não houve "banho de bola", não senhor. Para isso era preciso que os lagartos tivessem jogado alguma coisa de jeito. Mas houve, desde início, aquela impressão de seria impossível o Sporting não ganhar aquele jogo. O golo de Simão foi apenas um acidente vinícola que não chegou para amedrontar nem a maricagem da Juve Léo. Quanto a plantel, Deivid já provou que é o companheiro ideal para o tridente letal que um dia, se Deus quiser, virá a compôr com Silva e Pinilla. A saída de Rochemback foi um rombo na estratégia (???) de Peseiro. Claro que, quem tem Rogério, Moutinho, Liedson e Ricardo fora do onze pode sempre aspirar a fazer "coisas bonitas", como diz o Peseiro em sportinguês escorreito.
4. Outras cenas.
Pá, e já nem sei se me apetece escrever mais alguma coisa. Se calhar, não. De qualquer modo, já estava na hora dos representantes da turminha darem um ar de sua graça. Eu já estou farto de escrever. Fópnix, não escrevo nem mais uma palavra. Olhem, nem vou rever o texto. Quem quiser que emende pelos comentários.

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